não sei quem realmente escreve agora. ando tendo umas percepções sobre mim mesma que parecem, ao mesmo tempo, sobre alguém que não sou eu. olho esse mar de gente e quero me sentir apenas uma a mais mas não faz sentido se cedo aos alguéns de mim que às vezes sou. eu não sou eu, sou como qualquer um que por aqui rodeia. mas me questiono! e até a certeza me vem duvidosa porque a certeza precede o que pode acontecer. a data de hoje comemora o ser mulher, e durante todo o meu viver assim me sinto. ainda que este sentimento seja constitutivo assim como a condição natural da espécie. pensar me faz perceber um tanto de coisas que digo sentir. aquelas flores, porém, que encontrei no roteiro não elaborado deste dia, ao chão, me roubaram a atenção e agora me sinto uma delas. elas não pensam! muitos nem repararam o tamanho da árvore que dela caíram, muitos nem as reparam com o coração. há belezas ocultas em estar caída. e essa, senão triste-meio-risonha, seria a felicitação mais realista sobre essas horas que se passam.
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critica, vai. adoro!