18/12/2013

impressora

viver é um risco
riscado
calado

passa rastejante
intrigante com a discrepância
dos f-atos e o tempo
dos acontecimentos

o viver é instigante
se faz certeza
ainda que no obstante


27/11/2013

psss

indo longe
chego a lugar nenhum
constantes inconstâncias
eternas de mim
que reinventam a condição
e abstraem aceitação
validam incertezas
inter-agindo por instantes
com influentes recordações
das vezes que vejo
meus pés grudados ao chão
a parecer ilusão

21/11/2013

re-trato

olho no espelho, passo a confundir-me.
espelho questionador... quem é você?
a resposta é que estou cheia de mundos.

e não...

estou exatamente ao contrário dessa gente que prefere ser o centro

das intenções.

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19/08/2013

bingo

Silenciosamente nos falamos. Nenhuma palavra foi dita. 
Sensações instantaneamente afloram marcando a quase-década. 
De repente sinto aquele cheiro verde dos olhos seus, relevando as lentes que hoje nos aproxima. 
Não há quando deixou de ser. Num instante ultrapassamos a distância do tempo.
Nossa retina não engana a expressão do olhar que grita o coração.

08/08/2013

estrondo

Introduzindo a tradução.
Percebendo a realidade,
neste momento e só.
Só fazendo parte de uma comunidade.
Contemplando a solidão coletiva.
Somos todos sós. Como um sol(zinho) que preenche o dia, preenchemos este vazio de sermos sós.
Inspirando a aspiração.
Rejeitando o atual.
Infelizmente não.
O barulho insiste e prefere o silêncio e vazio.

26/07/2013

recordações

esqueci de lembrar-me de mim.
ainda que esteja eu sendo lembrada por línguas que desconheço.
e não é aquele clichê de 'sou só mais um na multidão'. mas o intervalo de uma coisa para outra.
esqueci de lembrar de quem eu tenho partindo do meu interior.
hoje me peguei vomitando a minha maior vontade,
e esta, vem sendo perdida há algum tempo.
é preciso analisar as influencias, o todo consome o meio, e o meio me confunde ainda mais.

19/07/2013

lado oposto da paciência

avião no céu... suas letras ignoram meu ser.
sendo eu tão atenta a você, o fato contraria o ato. o contrário não funcionaria.
mesmo quando não daquela maria. amaria. o fato de você estar exatamente aí; aqui.
no interior do pulsar antigo. na retina do além de uma imagem que incendeia.
no caber de minhas ideias confusas, fusas.

08/06/2013

meu termômetro sou eu

faz sentido eu tomar um banho, passar um café, ler aquilo tudo que já é atraso. ligar a TV no sábado a noite e desligar porque nada agrada. permanecer desviando o  pensamento insistente, o coração já não o faz e sente. alcançar o lado de fora, olhar o céu e não encontrar a lua, quem sabe às 03h a.m., idêntica aquela que fez dois meses atrás. ou talvez ela nem venha mesmo, o imitando e reafirmando o que já sei de cor.

parar com o tempo alguns instantes, mesmo que esses durem horas. o tempo é passado, conjugue-o no presente conforme o futuro.

não quero evitar certezas, essa é uma certeza que não tenho. luzes e sentido, o olhar correspondido, compreendido. tem sido difícil aceitar, alguma coisa o faz. no mistério que é arrematar essa direção, encontro também um milhão de possibilidades. a primeira, a coragem que ainda não evidenciou uma dessas tantas. e porquê? essa questão sempre responde presença nesta ausência de concretizar o distante. por que não probabilidade? as tornemos! isso depende mais do que não sou eu. e quem será?

19/04/2013

dois elefantes

Só entendo sua insistência por acontecer o mesmo com o meu coração. ele insiste em querer estar livre e tranquilo. Sem pressa nem anseios. Leve. Pesa o pensar num fim definitivo, sim. É difícil olhar pra trás e enxergar vazio. Ainda que mil e trezentos dias passados repletos de todos os sentidos. Meu sentir sempre estável mesmo em momentos instáveis. Queria não ter observado tanto. Queria não ter analisado nosso pulsar.

Em verdade, não significa viver de passado. Mas sentir profundo o que o passado deixou. 

16/04/2013

Mesmo que o tempo apague minhas palavras,
nada me impede de senti-las.