11/07/2012

limonada

ai como queria a mudez universal.
eu que falo pelos cotovelos.
eu que estou cansada de tanto ouvir.
eu que não calo nem em pensamento.
eu que questiono.
eu que compreendo o invisível.
eu que nesta invisibilidade consigo ouvir o silêncio.
eu que sou feliz nas pequenas coisas.
eu que sofro sentidos humanos.
eu que saúdo o amanhã.
eu que espero que o passado passe como passeio sonhado.

06/07/2012

decote

Estranho sentir a espera.
Frio na barriga, coração a mil.
Uma resposta, a solução.
Não querer e insistir em
Tudo que não posso falar.

Engraçado...
Sensação de não assumir as décadas.
Malícia infantil, mas nada ingenua.