24/12/2015

das cartas que não mando

Vontade de te escrever... te falar coisas que sei que não quer saber. Cansativo entrar e sair assim dessa história. Todas as vezes que estivemos juntos, tudo o que e disse, o meu olhar, meu beijo, meu sorriso... o que sai de mim é sempre carregado de sinceros sentimentos. Ainda que pareça infantil nesse mundo de pequenos adultos fora de ordem. Eu procuro não me corromper como o mundo faz e injustamente. Os abraços que te dei não foram vazios. As palavas vezes precipitadas, vezes cheias de emoção, seriam para além de paixão pois sei que não costumo confundir o que sinto e se sinto não escondo. Mas não sou de implorar por atenção e geralmente caio mesmo em estado de ilusão. Profunda. Não mergulho no raso. Somos impossíveis e isto já sabemos. Seu pensamento voa para longe de mim. Não te culpo por isto. Acho que na minha realidade isto já se fez praxe. Não há surpresas. Não te enganei nem tentei fazê-lo. Me entreguei e fui intensa. chorei. Somos impossíveis. E choro. Meu pensamento se volta pra você, entristeço. Somos impossíveis no mundo de possibilidades. Não quero lembrar que choro dentro do peito e essa sensação arde. Sinto que perdi o juízo... no lugar dele um nome, aquele sorriso adolescente. O teu olhar, minha carícia por sobre tua sobrancelha em um encaixe perfeito. Teu signo e aquele significado. Duas vidas distintas. Anseio pelo dia em que essas lembranças me farão sorrir e tudo voltará ao seu lugar.

rotaçãosolar

Hoje é outro dia e quero que aceite minhas desculpas. Minhas confusões de nada têm a ver contigo. Apenas me apego ao que me parece agradável. Já falei, teu olhar e o conjunto do teu rosto sorrindo pra mim me fazem flutuar em pensamentos dentro do teu abraço escutando o timbre da tua voz que encanta um "gosto de tu". Sinto o mesmo na mais inocente das intenções. Vem cá e me abraça. Esquece que sou inconstante-insegura. Esqueço das impossibilidades e que pra você tanto fez. Esqueço também que seu desejo escorre rua abaixo e que este é mais coerente dentre as possibilidades que já foram comum a nós. Escrevo teu nome em gestos infinitos a cada minuto que permito a ausência de mim em você.




18/11/2015

que merda!

teu amor coça quando é lua
e quando não é
usa da pele palavra
inventa jogada
que não cabe no meu caminhar
mas quase sempre é
saudade daquele olhar
grosseiro fugaz
inútil voraz
traz para lá
a paz
de todo desejo
mãos
nossos corpos
beijo
e agora evitar

24/08/2015

crianças sabem fingir

minha vida reflete em alma
ainda que isto iniba a calma
e na rima da palma
sambe meu coração

12/08/2015

in senso

preciso de algo leve
que me eleve daqui

23/07/2015

carregador

sinto as marcas do tempo
na pele, do lado de dentro.
no corpo que impulsiona a vida
das destrezas do dia dia
o tremer depois do esforço
e gelar e amar.
e ser tudo aquilo que se tem vontade.
de ser você, em mim, interno
do sentido gélido

inverno.

13/07/2015

maribondo barata aranha


chorar era a necessidade
apenas
e por tudo e por nada
algo tinha que sair
de dentro de onde não sei
como chegar.
era preciso
sair viajar chorar sair
desse tudo nada
desse nada tudo
de tanto ser tolerância
e não querer estar
do.la.do.de.lá
cá estando
do.la.do.de.cá
lá ele

14/05/2015

minguar

não lembra o porquê das coisas que lhe ocorrera
sabe-se lá o que a vida quisera dizer com tudo aquilo
somente vivera
agira de acordo com existir
volta e meia o mundo ɐɹıƃ
e dessas tantas não soubera ainda
a ida dos dias para cá

31/03/2015

silêncio ensurdecer

as palavras se perderam de mim
no exato momento em que
meus sentimentos se fizeram nó
os livros não me dizem mais
não ouço músicas que me fazem sentir
apenas vivo dia que envolve noite-dia
num movimento circundo
e na mesma sensação de passagem
de mãos dadas as fases
que apontam o lugar onde ir...

a esquiva dos sentidos é sem pretensão
há esquiva em quase tudo que sinto
importa que não minto
mas em forma de filtro
omito o que me traz alívio
e sou parte da mesma que fui anteriormente