Vontade de te escrever... te falar coisas que sei que não quer saber. Cansativo entrar e sair assim dessa história. Todas as vezes que estivemos juntos, tudo o que e disse, o meu olhar, meu beijo, meu sorriso... o que sai de mim é sempre carregado de sinceros sentimentos. Ainda que pareça infantil nesse mundo de pequenos adultos fora de ordem. Eu procuro não me corromper como o mundo faz e injustamente. Os abraços que te dei não foram vazios. As palavas vezes precipitadas, vezes cheias de emoção, seriam para além de paixão pois sei que não costumo confundir o que sinto e se sinto não escondo. Mas não sou de implorar por atenção e geralmente caio mesmo em estado de ilusão. Profunda. Não mergulho no raso. Somos impossíveis e isto já sabemos. Seu pensamento voa para longe de mim. Não te culpo por isto. Acho que na minha realidade isto já se fez praxe. Não há surpresas. Não te enganei nem tentei fazê-lo. Me entreguei e fui intensa. chorei. Somos impossíveis. E choro. Meu pensamento se volta pra você, entristeço. Somos impossíveis no mundo de possibilidades. Não quero lembrar que choro dentro do peito e essa sensação arde. Sinto que perdi o juízo... no lugar dele um nome, aquele sorriso adolescente. O teu olhar, minha carícia por sobre tua sobrancelha em um encaixe perfeito. Teu signo e aquele significado. Duas vidas distintas. Anseio pelo dia em que essas lembranças me farão sorrir e tudo voltará ao seu lugar.
Hoje é outro dia e quero que aceite minhas desculpas. Minhas confusões de nada têm a ver contigo. Apenas me apego ao que me parece agradável. Já falei, teu olhar e o conjunto do teu rosto sorrindo pra mim me fazem flutuar em pensamentos dentro do teu abraço escutando o timbre da tua voz que encanta um "gosto de tu". Sinto o mesmo na mais inocente das intenções. Vem cá e me abraça. Esquece que sou inconstante-insegura. Esqueço das impossibilidades e que pra você tanto fez. Esqueço também que seu desejo escorre rua abaixo e que este é mais coerente dentre as possibilidades que já foram comum a nós. Escrevo teu nome em gestos infinitos a cada minuto que permito a ausência de mim em você.