o meu chão continua vermelho
aquele quarto não saiu do lugar
abriga os meus pensamentos mais antigos
os futuros talvez
ainda sou aquela a pisar firme
e em muitos momentos flutuar
flutuo entre as horas e tudo que a elas dirijo minha subserviência
sou quem mais me aproximo de mim
e às vezes pareço distante de quem eu poderia ser
pode ser meio fim ou início nesse eterno cíclico movimento
mas o passo que aponta os dias
tem quase uma falta de compasso
convidando a uma certa procura
o equilíbrio
na falta dos extremos externos ao ser
vivo no mundo e não acompanho
não acompanho porque é tudo muito fugaz
na mesma medida da oportunidade de escolha
e são tantos os caminhos e são tantas as direções e tantas são as ações
a seguir, a seguir...