faz sentido eu tomar um banho, passar um café, ler aquilo tudo que já é atraso. ligar a TV no sábado a noite e desligar porque nada agrada. permanecer desviando o pensamento insistente, o coração já não o faz e sente. alcançar o lado de fora, olhar o céu e não encontrar a lua, quem sabe às 03h a.m., idêntica aquela que fez dois meses atrás. ou talvez ela nem venha mesmo, o imitando e reafirmando o que já sei de cor.
parar com o tempo alguns instantes, mesmo que esses durem horas. o tempo é passado, conjugue-o no presente conforme o futuro.
não quero evitar certezas, essa é uma certeza que não tenho. luzes e sentido, o olhar correspondido, compreendido. tem sido difícil aceitar, alguma coisa o faz. no mistério que é arrematar essa direção, encontro também um milhão de possibilidades. a primeira, a coragem que ainda não evidenciou uma dessas tantas. e porquê? essa questão sempre responde presença nesta ausência de concretizar o distante. por que não probabilidade? as tornemos! isso depende mais do que não sou eu. e quem será?
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critica, vai. adoro!