18/05/2012

egocentricando.

lembro de mim como se eu fosse uma pessoa dissociada. primeiro porque muito do meu ser interno ficou no passado, e meu ser externo passa por um processo de transição, o que não é novidade ou anomalia.
não que seja triste, seria ingenuidade por demais. mas aconteceu o game over da ingenuidade boa que se fazia presente em mim. também não é que eu tenha me tornado uma pessoa maliciosa. mas a mágoas acumuladas permitem que eu seja uma pouco mais grosseira nas conclusões e decisões. e por que, né? acho que poderia ser o contrário, mas o mundo é cruel, e quem faz o mundo são as pessoas, logo, as pessoas bombardeiam sentimentos maus. não estou falando que as pessoas têm culpa, acredito que somos produto do meio, mesmo que esse 'meio' não seja exatamente o presente, é uma construção, há um contexto histórico social que não começa apenas dentro de casa. não fosse tantas quedas não haveria uma visão mais clara de mundo, mas o fato é que estamos todos vulneráveis a decepções igualmente a decepcionar. antes que eu me prenda somente a isso, é bom ressaltar que minha saudade de mim é uma saudade boa por também ter permanecido a esperança de que posso ser melhor pelo coletivo.

e é como falei... eu não me rendi às coisas supérfluas da vida: aparência, cabelo 'espichado', roupa nova, acessórios, meio quilo de pó, blush, batom, purpurina, brinco, colar. status, rico, pobre, carro novo, moto nova, total flex, celular ultima geração. glamour, 'melhores amigos', melhores baladas. essas coisas pesam, me sufocam. gosto do simples, céu aberto ou fechado, tanto faz, contanto que tenha céu. que tenha sorrisos espontâneos, olho no olho, verdade.poucas, mas grandes pessoas, que constroem comigo o que de fato tem importância. músicas sem exageros no volume máximo, ou não. dessa forma, o sorriso ou lágrima que deixo cair... são cheios de realidade. minha realidade.

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