ela acordou e começou a pensar no ano, um clichê de fim de ano.
é... tempo velho. velho tempo.
lembrará especialmente desse ano pra sempre, mas tem sede de um rumo novo, um recomeço.
pensa em estar perdida, o velho tempo passa de pressa e não espera.
não sabe por onde começar, e confessa...
sabe da falta de preparação pra acompanhar o ritmo desses novos tempos, a vida a fez fadigada, os fatos causaram cansaço.
tenta não fazer comparação das coisas que construiu durante os dias vividos, mas acaba ficando com fisionomia de quem não está satisfeita com o que tem diante de si.
a pergunta se repete: por onde começar? já estamos no fim...
com alguns princípios perdidos, algumas dúvidas esclarecidas, um certo alívio, um certo peso... quase tudo um meio termo.
ontem soube viver, e gostou... hoje não sabe se viver faz bem, ou se como tem vivido é agradavelmente satisfatório. ontem cometeu erros que a fazia chorar, hoje sorri um sorriso desesperado de os ter cometido e evidencia uma vontade de não permanecer errante.
nauseia a condição de tudo passar de uma questão econômica, e quer demasiadamente uma independência. tentará correr atrás de algum prejuízo, que só se faz ser prejuízo por um pensamento padrão de sociedade. pra ela nada tá perdido, mas pra muitos, muitas coisas já eram.
tem vontade de ser e crescer, sem dependências, sem complicações, impor responsabilidades e as cumprir.
o alívio de hoje, trás junto uma dor no pé da barriga... mas também uma enorme melhora pro silêncio que se fazia presente,
e vê... amanhã é véspera de Natal, é tempo de felicidade.
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